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sábado, 22 de maio de 2010

O IMPORTANTE É TER HISTÓRIAS PARA CONTAR - PARTE 3

Ou porque parei de beber...

Quando eu era jovem e irresponsável, eu era jovem e irresponsável.

Dessa forma, praticava vários tipos de excesso com a justificativa de "celebrar a vida". É meio que lugar comum falar sobre isso, mas, o pensamento nessa época era mesmo de eternidade, de nunca perecer.

Dentro dos vários clichês da adolescência, tive uma banda com uns amigos mais chegados, na verdade era um bando, pois ninguém sabia tocar ainda e o que a gente queria mesmo era ter um motivo para estar com os amigos e beber.

Entre um "ensaio" e outro era tudo festa, sempre aparecia alguém com um violão e rolava Raul... Inclusive tínhamos um amigo que tinha um violão bem velho que ele pintou com tinta branca de parede e escreveu com um prego nas costas do violão "MOVIMENTO PUNK NUNCA HÁ DE MORRER".

Bom, num desses dias estava com a gente o irmão do guitarrista da "banda", vamos chamá-lo de Fernando, que sempre foi um cara tranquilo, era tipo um CDF e que até então nunca tinha se juntado nas baladas da galera. Foi aí que começou a bagaceira...

Já era umas dez horas da noite e a gente estava desde às duas tarde nesse embalo, todo mundo naquela situação e Fernando na pior ainda, totalmente descontrolado. No caminho de casa, passamos por um templo da Igreja Universal que estava rolando um culto, aquela histeria, quando a gente não se fez de rogado, entramos gritando no templo com os braços levantados e gritando "ALELUIA, ALELUIA IRMÃOS!!!!!!". Não preecisa dizer que fomos defenestrados do lugar....

Passado isso, o "sangue esfriou" e fomos para casa do guitarrista, que na verdade era uma quitinete na parte de cima da casa dos seus pais, onde fazíamos às vezes de estúdio e pousada, foi quando o Fernando entrou no banheiro e ficamos esperando... Passaram-se uns dez minutos e nada do cara sair, batemos na porta e ele nada.... silêncio total. A gente pensou: pronto, morreu..." quando abrirmos a porta esdtava ele sem roupa, sentado no vaso sanitário, com a cabeça entre as pernas, fazendo um movimento com os braços como se estivesse partilhando alguma coisa e balbuciando: "DOIS PRA MIM, DOIS PRA VOCÊ".

Na hora, a sensação foi um misto de desespero com aquela vontade de dar risada. Aliás vontade não... a gente se acabou de dar risada com aquilo, e o desespero era de como a gente ia justificar para a mãe dele que o filho certinho encheu a cara e ficou naquela situação caótica.

No outro dia, aquele sermão básico, a dor de cabeça da ressaca e a vergonha pelo vexame...

Por essas e outras que deixei de beber....
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