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sábado, 31 de julho de 2010

COISA DE QUEM NÃO TEM O QUE FAZER

Hoje, é considerado até crime, mas quendo eu era menino, pasar trotes era uma das atividades obrigatórias das férias.Era uma bobagem, mas a gente se divertia bastante. Lembrando disso, resolvi compilar "as melhores"...

Alô, é da padaria?
Vocês têm pão dormido?
Têm? Então acorde, que eu estou indo aí pegar....

Alô, é da casa do Sr. Pinto?
não? Desculpe, liguei pro galinheiro errado....

Alô, é da casa de fulano, na rua tal, número tal?
Você pode me fazer um favor, vê se aí na frente tem um carro cor de gelo?
Não, então derreteu....

Alô é do açougue?
Você tem orelha de porco?
Voce tem pé de porco?
Você tem rabo de porco?
Você tem cara de porco?
Rapaz, então você deve ser feio pra caramba!!!!

terça-feira, 20 de julho de 2010

GOOD TIMES

Banda Bellatrix, ensaio para o carnaval 1992 (acho eu), Hotel da Bahia.

Formação Clássica: (acima) Ivan Nogueira, Eliane, Reinaldo Formigão; (baixo) Régis Calheira, Adriano Gaiarsa, Geo Mello e Eu



Lembranças de bons tempos, em que tudo era esperança....

NESSA EU VOU!



VIDA NA FAZENDA

Cenas da volta para casa, depois de quatro dias de chuva no caminho da roça.













O valente arregou
Depois de duas horas e outros quatro carros atolados, conseguimos voltar pra casa.
Quero agradecer a todos que participaram dessa atividade.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

O IMPORTANTE É TER HISTÓRIAS PARA CONTAR - PARTE 4

Ou porque eu sempre deveria ter achado que minha carreira de músico não daria certo

Mais ou menos aos dez anos dei na telha que queria tocar bateria. Nunca entendi muito de música, mas achava bacana aquele monte de tambores e pratos dourados brilhando quando via alguma apresentação dos artistas na televisão.

Naquela época não tinha MTV e os "clips" somente passavam no programa "Fantástico" domingo à noite. Ainda nessa época explodia o movimento chamado BRock, quando surgiram os Titãs, Legião Urbana, Ira!, e todas essas bandas que começavam a aparecer na televisão, no programa do Chacrinha, aos sábados fazendo "playback".

Desde então, mesmo sendo incipiente os meios de divulgação do rock (em Salvador só tinha uma emissora de rádio que tocava esse tipo de música, a Aratu FM) eu comecei a curtir o som.

Um pouco antes, em 1982 mais ou menos, Marcelo Nova, cantor do Camisa de Vênus, tinha um programa nessa emissora e durante um bom tempo eu ia para a escola ouvindo a música "Controle Total" no rádio do carro de meu pai. O refrão "grudou", comecei a gostar da banda e do tipo de música.

Quando vi uma bateria "ao vivo" pela primeira vez, fiquei fascinado com aquilo e definitivamente rolou que eu seria baterista e teria uma banda, não importa do que seria

Como não se pode ter uma banda de uma pessoa só, o lance seria encontrar pessoas que não a curtissem o mesmo tipo de som e tivesse a fim de tocar alguma instrumento, que não bateria....

Só que, sabe como é, estamos na Bahia e o que rolava era o "fricote" e "tititi" e eu era, de certa forma, um peixe fora d'água...

Até que em 1989 encontrei uma turma na escola que gostava de Raul Seixas, Inocentes, Replicantes... enfim, coisa boa, e além do mais, os caras tocavam!!!!

A história é a mesma: a gente se conheceu, rolou amizade, até que fui convidado para a casa do bróder para "levar um som"...

Chegando lá, tinhamos uma guitarra, uma caixa de som, e a bateria era a caixa e um ton de 16", um microfone e, para efetuar os registros, um gravador CCE duplo deck e uma fita cassete Basf Chrome 120 minutos...

Passamos o sábado numa garagem "tocando" e bebendo e gravando.... cara, aquilo foi sensacional, principalmente para a cabeça vazia de quinze anos de idade...

A partir daí, surgiu a semente da "banda", tinha um guitarrista e um "baterista", faltava agora um baixista...

O guitarrista conhecia um cara, mais velho, que tocava baixo. O problema era que ela tocava de verdade e nós, pretensos músicos e sem equipamentos....

Para continuar a empreitada, precisávamos ensaiar. Como não tinhamos um lugar para tocar, nós alugamos um estúdio, abro um parêntese aqui para explicar que nessa época, lugar para tocar era coisa difícil de achar , estávamos na era da tecnologia analógica, instrumento bom, tinha de ser importado e tudo isso era caro, muito caro.

O estúdio tinha que ficar perto da escola e de casa, para que tivéssemos condições de "fugir" das obrigações estudantis sem perder muito tempo, e o lugar era, talvez na época, o melhor estúdio de ensaio de Salvador e, consequentemente, o mais caro.

O lugar era bem organizado. Estúdio todo acarpetado, instrumentos e equipamentos de primeira, o assistente ficava numa sala à parte, separada por uma parede de vidro, coisa de profissional, mesmo. Era igual ao que via na televisão.

Juntamos grana, alugamos umas duas ou três horas para rolarmos um som e depois de muita expectativa, rolou o primeiro ensaio da "banda": logo de cara, ao chegarmos o primeiro problema: o estúdio tinha a bateria, mas não tinha os pratos para a bateria, que a gente tinha que levar.... eu nem imaginava que era assim. O assistente do estúdio, talvez compadecido da minha situação, arrumou uns pratos velhos e muito ruins, por sinal, que, naquelas circunstâncias se transformaram no que poderia haver de melhor no mundo moderno......

Depois o segundo problema: o repertório. Como tudo era gandaia, a gente nem se ligou que tinha que ter uma lista de músicas pra tocar. Já que gostávamos mais ou menos do mesmo tipo de música, fomos tentando. Então, um falava: vamos tentar essa! É assim: tum, tum, tum,tum, entrava guitarra, depois a bateria e começou o "show". Roquenrôu de primeira, muito barulho e a sensação de estávamos fazendo a melhor música do mundo e, é claro, registrando tudo no gravador duplo deck CCE em uma fita Basf Chrome Duplo Deck.
Bom, fiz toda essa volta para contar o porquê eu deveria ter achado que a carreira de músico não daria certo.... Quando o ensaio "engatou" o som fluía, como eu já disse, o mais puro roquenrôu barulhento, quando eu vejo o cara da mesa de som, na outra sala, balançando a cabeça enquanto tocávamos... Pensei: esse negócio é bom, mesmo, até o cara está curtindo.....nunca tinha ficado tão feliz em minha vida!!!! Mas como tudo o que é bom dura pouco, nesse caso, uns dois minutos, veio a dura realidade...quando acabamos de tocar nossa música, o som continuava rolando do outro lado da sala e o carinha se balançando. ELE ESTAVA OUVINDO UM DISCO DOS TITÃS A TODO VOLUME!!!!!!!!!! Vale salientar que nesse tempo valia a pena ouvir o som dos Titãs. De tão feliz fiquei tão frustrado e revoltado com aquele cara que "me enganou".
No final das contas foi uma experiência sensacional, fizemos as cópias das fitas e eu passava os dias ouvindo aquela gravação mítica.
Apesar da decepção do início, acreditei que aquilo seria divertido e continuei tentando e me divertindo com meus amigos por uns bons anos até a vida se encarregar de fazer o seu caminho e eu ter a possibilidade de experimentar novas e intensas sensações e depois de muito tempo ter uma alegria verdadeira ao me lembrar de tudo o que aconteceu e saber que todos que compartilharam comigo essa experiência estão igualmente felizes e realizados em suas vidas.