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terça-feira, 12 de março de 2013

O IMPORTANTE É TER HISTÓRIAS PARA CONTAR

Ou causos da vida rural.

Essa eu não vivi, mas que o fez é pessoa que não inventa e conta com tanta fé que é impossível não dar crédito.

Pois bem, trabalho em uma fazenda e, apesar de atuar como Contador, eventualmente fazemos visitas à campo para conversar com as pessoas e viver um pouco os números que a gente processa diariamente.

Essa fazenda tem cerca de mil habitantes, entre funcionários, parceiros e agregados, cada um em sua casa, vivendo a sua vida. Como não poderia deixar de ser muita gente tem cachorro e que este faz parte da família e é exatamente um desses animais o personagem principal da história que vos conto:

Estava o colega visitando a casa da família parceira para coletar informações e esse cachorro começou a latir devido a presença do estranho no lugar. E o cachorro latia, girava, avançava, corria  e latia, até que a dona, que estava na lavoura chegou até a frente da casa e grita com o cachorro: "sai daí Cobre cheque"!!!

Cobre cheque era o nome do cachorro e o colega curioso pelo inusitado nome do cão, já que estamos acostumados a nomes comes como lulu, totó, preto, etc.. perguntou qual era o caso daquele nome.

A parceira, enquanto afastava o cachorro disse que era uma homenagem a um presidente da república.

Enquanto meu colega ficava mais curioso e espantado, já que não conseguiu relacionar o nome à pessoa e por ser a primeira vez que a um cachorro era dado o nome de um presidente, a parceira emendou: Cobre cheuqe é o sobrenome (?????) o nome dele mesmo é Juscelino...JUSCELINO COBRECHEQUE!!!!! Presidente do Brasil..............

Vida na roça é assim: cada mergulho é um flash!




sábado, 9 de março de 2013

LET'S TALK ABOUT: FORMULA 1 - CARROS LINDOS, DESEMPENHO PÍFIO

O A23 foi último carro do último ano da equipe Arrows, que, de história conturbada, encerrou suas atividades em 2002, falida.

O que o torna particularmente belo é o seu esquema de cores laranja e preto, além do seu desenho limpo.

Foi pilotado pelo brasileiro Enrique Bernoldi e pelo alemão Heinz Harald Frentzen.

Foi uma "evolução" do carro de 2001 e não teve nenhum momento de destaque na temporada, ao contrário do seu sucessor que teve o momento de brilho no GP de Mônaco ao segurar por 35 voltas David Coulthard da poderosa McLaren.

Com o fim da equipe, os direitos intelectuais do projeto foram vendidos à Minardi que o utilizou no modelo PS04, sem grandes sucessos.

Esse mesmo carro voltou quatro anos depois à ativa, ajustado ao regulamento de 2006, dessa vez como Super Aguri e como é de se esperar, com desempenho igualmente pífio.




sexta-feira, 8 de março de 2013

OS PASTORES, O FACEBOOK, O FRENESI E O NADA

Caros amigos invisíveis.

Ultimamente tem pululado informações nas mídias sociais sobre esse tal do Pastor Marcos Feliciano e as declarações raivosas e sectárias desse indivíduo e sua posterior eleição para presidir a Comissão dos Direitos Humanos, que provocou uma enxurrada de posts igualmente raivosos e sectários daqueles que se sentem chocados com a opinião do cidadão.

A minha preguiça não me deixou procurar saber o que é que essa bendita comissão faz e se é útil para a sociedade brasileira. Mas se considerarmos os relevantes serviços que a imponente casa presta para a sociedade brasileira, temo concluir que essa Comissão não serve para nada, não melhora nada a vida da sociedade brasileira e só serve para os seus participantes saírem bem na foto à época das eleições.

Além do que, deputado e senador entendem é de comissão mesmo.

Pois bem, será que o cara é um caso isolado de racismo e homofobia que temos em todas as figuras públicas da gloriosa e retubante República Federativa do Brasil?

Se ele foi eleito, pressupõe-se que MUITA gente votou nele por ter afinidade nas idéias por ele defendidas, o que torna legítimo o seu papel no cassino que é a câmara dos deputados.

Ele representa significativa parcela da população do seu estado.

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Corta para o fato efervescente do agora passado esquecido, sufocado pela necessidade premente de novos factóides para dar o circo para os ativistas do politicamente correto, sentados defronte aos Notebboks, Tablets e SmartPhones montados com mão de obra escrava de criancinhas asiáticas, que foram as declarações do Silas Malafaia.

Movimentos igualmente enfurecidos que desses ativistas pedindo até a cassação dos direitos profissionais desse senhor.

E hoje, cadê??????

Só se consulta com ele, vai na igreja dele e dá o dinheiro para ele quem quiser.
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Em comum vejo em ambos os lados, os donos da verdade absoluta e irrefutável, onde não é permitido pensamento contrário, sob pena de execração pública, desqualificação e ridicularização da pessoa que pensa diferente da onda.

Para dar sustentação às suas idéias ambos os lados se amparam fervorosamente e cegamente ou na Bíblia ou na Ciência, um excluindo o outro.

Com bases puramente cientificas os alemães provocaram o holocausto e a eugenia e a igreja as cruzadas e a inquisição.

Triste é perceber que estamos perdendo sistematicamente a capacidade de argumentar e discutir IDÉIAS, nos tornando de alguma forma robozinhos padronizados que apenas REAGEM aos estímulos das informações que são divulgadas nessa que talvez seja uma das invenções mais fantásticas da humanidade que é a internet.

E o homem, em sua infinita capacidade de fazer merda, banaliza o seu uso.
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Vamos esperar a próxima onda e mergulhar nela com fervor, ódio e crença cega nas convicções que alguém  disse que deveremos ter.

Se o facebook, Twitter, Orkut, ou qualquer coisa parecida  mobilizasse as massas seria proibido ou o seu uso controlado.

Hoje controlados somos nós, homens livres.
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E tenho dito!

MÚSICA DO DIA

Do nada lembrei dessa música que gostava muito lá pelo ano de 1988. Seja pela canção meio arrastada e que no final acelera, sem refrão, seja pela letra, que conta uma história sem esperança, nem final feliz. Comprei esse disco somente por essa música e descobri que ele é todo bom.

Senhoras e Senhores, com vocês Finis Africae com a música Armadilha.


CHICLETE
Eu não diria que ele existia ela vivia sem saber porque
Andava as ruas pela luz do dia até a hora de escurecer
Em casa à noite via a novela se emocionava sem ter que viver
No intervalo ia até a janela, pensava em alguém que desejaria ver
A sua vida estava atrás da porta e ela não se importava com o fato de não ver
Tanta mentira pra ter "alegria", não se perder nas ruas da cidade
Acreditava ter nascido morta
Daria tudo pra saber porque


A vida apodrece cada boca em cada beijo
O que hoje me dá nojo, ontem foi o meu desejo
A visão escurece, tua imagem já não vejo
Só o amor rejuvenesce a prisão do meu desejo


A falta de privacidade, esperando uma solução
A luta pela liberdade de não morrer de inanição
Eu não diria que ela existia
Ela vivia sem saber porque...