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terça-feira, 22 de março de 2011

O IMPORTANTE É TER HISTÓRIAS PARA CONTAR, PARTE 5

Ou como acabar com o carnaval dos outros, ou, porque eu odeio o Vasco, ou, porque parei de beber, parte II.

Hoje recebi uns email com a galera que passava o carnaval na cidade de Caravelas, no extremo sul da Bahia, que me fez buscar no "arquivo morto" da minha cabeça as boas lembranças dessa época, e por tabela, os vexames ocasionados pelos excessos etílicos, tão comuns nessa época do ano.

Primeiramente é necessário falar sobre Caravelas e o seu carnaval....

Caravelas é uma cidadezinha no extremo sul da Bahia, que tinha, pelo menos pra mim que não gosto de muvuca, o melhor carnaval do mundo. Tinha trio elétrico, festa à noite e bagunça de dia, pelo fato de ser no estuário, arranjávamos passeios de barcos pelas ilhas do lugar. Era muito bom para se divertir e descansar.

Ajudava o fato de sair de Salvador toda a "tropa" que tinha no carnaval a época de juntar todo mundo, botar as conversas em dia e beber, beber muito mesmo....

Não lembro bem qual o ano, mas foi o terceiro ano que ia até lá e dessa vez fretamos um ônibus, já estava ambientado com o lugar, conhecia a "galera" e "dominava" as ações durante a estada.

Pois bem, devia ser o segundo dia de festa, e como de costume estava todo mundo lá, reunidos no famoso bloco "Seu Kuka é Eu". Pausa. Não é um bloco de carnaval de cordas, era a galera reunida devidamente "fardada" para bagunçar na festa.

Bom, como era de costume estava todo mundo lá, por volta de umas oito horas da noite, começo da festa, e eu, pra variar, já estava "pronto" abastecido até a tampa, num trabalho dedicado desde a noite anterior, realizado em várias etapas, lugares e companhias diversas.

Nesse ano, pela primeira vez um de nós levou uma filmadora, para registrar os "melhores" momentos e estávamos lá, aproveitando a novidade, quando repentinamente, a desdita começou a se desenhar.....

Apesar do meu estado, apareceu uma menina muito bonita que dançava perto do palco montado na praça da Igreja, e ela realmente chamava a atenção porque todos "abriram a roda" para que ela dançasse e a gente pudesse filmar e quem sabe tentar alguma coisa mais tarde, quando nessa hora, surge do nada um cara, que achei que fosse um dos nossos, e fica na frente da menina, atrapalhando a filmagem, gentilmente pedi para o infeliz que saísse da frente com as doces palavras "Você é viado, porra? se você não gosta disso, deixe pelo menos a gente, que gosta, ver".

Naquela situação, não reparei que ele não era da galera e que era umas duas vezes maior que eu e que chegou pra mim dizendo que ia me pegar... e ele estava com uns dois do mesmo naipe... ou seja, tinha tudo para me ferrar...

Eu já estava com a visão escurecida, normal, pelas quantidades oceânicas de bebida ingeridas durante o dia e a única característica que consegui gravar naquela situação foi de que ele estava com um boné do Vasco.

Ao invés de me cuidar e ficar na minha, continuei bebendo e enchendo o saco da galera dizendo a toda hora: - Galera,o cara do boné do vasco vai me pegar... e isso se estendeu pelos outros três dias da festa e a ladainha era a mesma: rios de cerveja de dia, e o porre a noite toda - Galera, o cara com o boné do vaso vai me pegar, e nisso a galera tinha de ficar me escoltando pelas ruas de Caravelas.

Entã leitores queridos, caso vocês queiram ferrar com o Carnaval de alguém, tome todas e arrume confusão com alguém com o boné do vasco. É garantido!
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