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quarta-feira, 23 de março de 2011

O IMPORTANTE É TER HISTÓRIAS PARA CONTAR, PARTE 5.2

Ou se minha visse passaria vergonha, ou mais motivos para eu ter deixado de beber.

Lembrando desses carnavais em Caravelas, com a inestimável ajuda dos contemporâneos, que foram testemunhas oculares da história, recordamos que logo no primeiro ano, alugamos uma casa numa rua que corria paralela ao "circuito" da festa.

Para esclarecer, o carnaval de Caravelas acontece num "circuito" de duas ruas, onde nos extremos tem duas praças, uma da igreja e a outra da quadra de esportes, as ruas eram muito próximas uma das outras e se interligam por travessas bem curtas e quase sempre estreitas.
Nossa casa ficava a no máximo 50 metros da rua da festa e era ao lado do posto da antiga Telebahia (Para os mais novos, há 18 anos telefone em certas cidades só nas casas dos ricos ou no posto da Telebahia, onde a gente fazia fila para ter de ligar para casa, num telefone público a ficha). Assim nossa casa fica num ponto de referência da cidade...

Pois bem, já no primeiro dia, depois de umas doze horas de viagem, e passando o dia bebendo, vou para a rua, me enrabicho com uma menina - depois escrevo detalhes sobre isso - e me separo da galera e, a coisa mais difícil de acontecer, me esqueci do caminho de casa.

Cara, sete horas da manhã, eu, evidentemente, fora as minhas condições normais, desorientado e andando perdido numa cidade estranha, sem conhecer ninguém, doido para dormir... bateu um desespero que eu fui perguntar para alguém, mas a essa altura eu não conseguia nem falar....

Percebi uma pessoa encostada numa parede, me recompus e fui todo garboso perguntar onde ficava o bendito posto da Telebahia. Chegando perto vi que a pessoa, na verdade eram duas no maior amasso, mas como eu tava no pânico nem quis saber, cutuquei o cidadão e balbuciei(?) alguma coisa como onde ficava o posto.

O cidadão que adorou a minha inconveniente interrupação, respondeu com toda simpatia: se você conseguir chegar lá, basta atravessar a rua......

Pois é meus amigos, o cidadão estava encostado na parede da casa onde eu estava e eu já tinha passado por ela pelo menos uma três vezes antes daquele desfecho deprimente.....
E isso foi só o começo...
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